Ex-juiz afirmou que ‘canalha é quem roubou o povo brasileiro durante anos’; petista não gosta que lhe respondam assim.
O ex-juiz Sergio
Moro (Podemos) respondeu na lata ao ser chamado
de “canalha” por Luiz Inácio da Silva. Textualmente: “Canalha é quem roubou o povo
brasileiro durante anos e quem usou nosso dinheiro para financiar ditaduras. E
quadrilha é o nome do grupo que fez isso, colocado por você, Lula, na Petrobras. Você será derrotado. Só ofende, pois não tem
como explicar a corrupção no seu governo”. Convenhamos, foi uma boa resposta.
Luiz Inácio deve ter engolido a seco. Ele não gosta que lhe respondam assim.
Acha que ainda é merecedor de algum respeito depois de tudo que fez a este
país, ele e sua amiga Dilma Rousseff, em nome do PT, um partido marcado para
sempre como corrupto. Virou sinônimo. Nesta quarta-feira, 19, Luiz Inácio
concedeu entrevista apenas para “veículos independentes” e ao PT. Foi quando
atacou o ex-juiz Sergio Moro, o seu algoz na Operação
Lava Jato, chamando-o de “canalha”. Luiz Inácio disse que, graças a
Deus, conseguiu desmontar o canalha que foi Moro no julgamento de seus
processos.
Rebatendo as ofensas, Moro
voltou a desafiar Lula para um debate público, a qualquer dia e hora, sobre o
mensalão e o petrolão. Mas até agora Lula não respondeu se aceita. O que chama atenção
é que, de repente, Lula começou a se preocupar com Sergio Moro. Em qualquer
discurso com plateia amigável, critica o ex-juiz e ex-ministro da Justiça e
quase sempre essa crítica termina em ofensa. Lula aproveitou a entrevista para
criticar, também, o comportamento da imprensa quando ele era acusado de
corrupção. Todas as matérias eram elogiosas a Moro, chamando-o de “herói
nacional”, enquanto os que o defendiam eram chamados pela imprensa de
“blogueiros sujos”. De acordo com Lula, era assim que agiam a Globo, SBT,
Bandeirantes, Veja, Record, Estadão, com amplo noticiário todos os dias sobre
“herói” que, segundo Lula, não passava de um “santo de barro”.
á Sergio Moro vai seguindo o seu caminho em busca
de ser ainda a terceira via para
a eleição presidencial de outubro. Em relação a Lula, Moro lembra sempre os
escândalos em que Lula e o PT estiveram envolvidos. Eram assaltos seguidos que
rendiam bilhões de reais. Os apoiadores do ex-ministro afirmam que sua campanha
será realizada no discurso anticorrupção e nas histórias de Lula. Não é uma
história limpa daquele que se autoproclamou a alma mais honesta do Brasil. A
reação de Moro foi bastante celebrada pelos apoiadores da candidatura do
ex-juiz da Lava Jato, dizendo que Luiz Inácio foi colocado no devido lugar.
Moro continua a dizer que o Brasil não terá a má sorte de se deparar entre Lula
e Bolsonaro na
eleição. Falando ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, na terça-feira, 18,
Sergio Moro disse que o Brasil não enfrentará essa “escolha trágica”. Observou
que mais quatro anos de Bolsonaro ou de Lula seria uma tragédia para o país,
que terá seu futuro comprometido. Qualquer um deles no poder significará um
“suicídio político”, observando que ninguém deseja essa polarização entre dois
extremos.
E como reage a chamada “esquerda” do Brasil, que
carrega o grande cartaz a favor da corrupção? Esquerda? Que esquerda? O
Brasil não tem uma esquerda civilizada. Não pode ser civilizada uma esquerda
que ainda tem Lula como seu líder maior. Na verdade, com tal liderança, é uma
esquerda vagabunda. Por isso os esquerdistas de verdade se afastam cada vez
mais diante desse cenário lastimável. Parece mesmo uma tragédia anunciada.
Sergio Moro assegura que tanto Luiz Inácio quanto Jair Bolsonaro temem sua
candidatura, que acabará com essa polarização nefasta. Moro acredita no tempo
que ainda falta para a eleição, o que mudará esse cenário sinistro que se
mostra agora. Afirma ter certeza de que sua candidatura vai crescer e se
tornará a única viagem para fugir dessa arapuca que representam Bolsonaro e
Lula. O país está destroçado. Tem-se que se dar um basta nisso.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião
da Jovem Pan.
Fonte: JP
Nenhum comentário:
Postar um comentário