Senador avalia que instalação do colegiado acabaria promovendo a pré-candidatura do ex-ministro, o que levou a desistência do Partido dos Trabalhadores
O Partido dos Trabalhadores (PT) dá sinais de recuo na proposta de instalação
de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o ex-ministro Sergio Moro. Embora a atuação do ex-juiz na iniciativa
privada continue sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a
avaliação é que uma CPI sobre o tema acabaria promovendo a pré-candidatura de
Moro à presidência da República, afirma o senador Eduardo Girão. “Mostraria um serviço prestado à população,
que resgata princípios e valores. Acredito que eles fizeram movimento e se
arrependeram, porque viram que isso ia promover uma candidatura que se
diferencia das demais e que pode render muitos frutos para o futuro da nossa
nação”, pontuou o parlamentar, que cita a Lava Jato como um sinal “positivo e vigoroso” da Justiça.
“Sergio Moro foi o grande comandante da força-tarefa”, completou ao Jornal da
Manhã, da Jovem Pan News.
Para Girão, não há informações para serem escondidas. Segundo o senador, o ex-juiz já prometeu esclarecer os valores recebidos pela consultoria prestada após a saída do Ministério da Justiça na declaração do Imposto de Renda. Não havendo, portanto, necessidade de ceder a pressões políticas. “A verdade sempre triunfa. Essas sombras que querem colocar em cima do ex-ministro é o contrário do que ele personifica no Brasil. A gente não pode apagar a folha de serviços prestados. Ele colocou políticos poderosos e corruptos atrás da cadeia. Empresários poderosíssimos, os mais ricos do Brasil também presos, condenados pelo trabalho exímio que foi feito pela força-tarefa. Isso não se pode apagar, esse é o grande receio do Centrão e do PT”, conclui.
Sobre as eleições
presidenciais e a pré-candidatura de Sergio Moro à presidência, o deputado
Eduardo Girão, que também é do Podemos, reconheceu a possibilidade de uma chapa
com o União
Brasil para a disputa deste ano. Na visão dele, as junções fazem parte do
jogo político, mas é preciso escolher um bom nome, que não esteja envolvido com
problemas de corrupção e seja coerente com o histórico do ex-juiz. “Com o União
Brasil você pode ter um vice que seja conservador, firme em algumas pautas e
ter conjuntura que atenda aos anseios da
sociedade. A gente não pode perder os valores e os princípios”, finalizou.
Fonte: JP
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