Em sua
decisão antológica permitindo os eventos, o juiz Cícero Martins Macedo manda um
duríssimo recado para o próprio judiciário: "Penso que não deveria o
Judiciário substituir o juízo administrativo dos governantes – que são
orientados e auxiliados por pesquisadores, cientistas, médicos e outros
profissionais – em relação à proibição de eventos, por exemplo, mesmo quando
esse juízo é formado mais fortemente a partir das orientações de entes
vinculados à área de saúde. Isso porque penso ser correto afirmar que não se
pode partir da preconcepção de que o governante seja um irresponsável apenas
porque discordou de uma orientação. Ninguém é tão inocente que não saiba que
decisões e posicionamentos político-ideológicos tem tumultuado o ambiente
social e as ações governamentais de combate à pandemia. Mas há que se ter em
mente, com muito maior convicção, que as decisões governamentais precisam ser
preservadas, para que não se imponha, como diuturnamente se está a fazer neste
país, uma supremacia judicial sobre o agir governamental."
É
tão lindo quando a gente lê o óbvio, mas parece que esse óbvio poucos enxergam.
A simplicidade da decisão e a firmeza dos argumentos é chocante para os
absurdos que estamos assistindo.
Que
decisão!
Fonte:
Blog do Gustavo Negreiros
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