Após crescimento na
arrecadação tributária e redução de gastos emergenciais de enfrentamento à
pandemia de Covid-19, o governo federal registrou um superávit de R$ 13,8
bilhões em dezembro de 2021 nas contas públicas, frente ao déficit de R$
44,1 bilhões observado no mesmo período de 2020 (em termos nominais).
O resultado acumulado do ano
totalizou um déficit de R$ 35,1 bilhões em 2021, ante rombo de R$ 743,3
bilhões em 2020 (em termos nominais), o maior déficit da história,
impulsionado pelos gastos dos efeitos do primeiro ano da crise sanitária.
O resultado de 2021, divulgado
nesta sexta-feira (28) pelo Tesouro, é o melhor em sete anos, segundo dados da
série histórica do governo, e equivale a 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto).
O ministro da Economia, Paulo
Guedes, destacou durante coletiva, que o desempenho das contas públicas do país
em 2021 foi “extraordinário”, conforme o esperado pelo governo. “Houve duvidas,
criticas, acusações de populismo fiscal, todas equivocadas a respeito das
nossas contas”, disse. “Tivemos resultado extraordinário de déficit de 0,4% do
PIB, de R$ 35,1 bilhões apenas”, comparou.
Com mais receitas e menos
despesas em relação ao ano anterior, o governo fechou 2021 com resultado fiscal
muito melhor do que o registrado em 2020 e bem abaixo da meta fiscal do ano,
fixada em déficit de R$ 247,1 bilhões.
O ministro também rebateu
críticas de economistas que atribuíam a melhora das contas públicas ao aumento
dos preços. “Se a inflação fosse solução para receita, por que quando fomos a
5.000%, no governo Sarney, ou a 2.000%, no governo de Itamar, ou mesmo no de
Dilma, quando houve 15% não houve aumento da arrecadação, resolvemos o problema
das contas públicas?”, perguntou. “Não é a inflação que resolve, é o controle
das despesas. Veio uma recuperação em V como eu dizia, voltou do fundo do poço
com força.”
O Tesouro Nacional e o Banco
Central foram superavitários em R$ 5,8 bilhões e a Previdência Social (RGPS)
apresentou superávit de R$ 8 bilhões. Em comparação a dezembro de 2020, a
melhora no resultado primário observado no mês decorre da combinação de um
aumento real de 19,6% (+R$ 28,4 bilhões) da receita líquida e de um decréscimo
real de 17,6% (-R$ 34,0 bilhões) das despesas totais.
Fonte: R7
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