A Anvisa
vota na 4ª feira (19.jan.2022), às 15h, pedido do Ministério da Saúde para
liberar a venda dos autotestes de covid. Há na Anvisa a avaliação de que o
pedido tem problemas técnicos. Ainda assim, a tendência é autorizar, segundo o
Poder360 apurou.
Na 5ª
feira (20.jan), às 1oh, a Anvisa decide sobre a aplicação da CoronaVac na faixa
etária de 3 a 17 anos. A tendência também é aprovar, mas ainda não há
unanimidade.
O
Ministério da Saúde pediu na semana passada a liberação dos autotestes. O
produto é proibido no país. A Anvisa irá analisar a autorização e a viabilidade
de comercialização direta ao consumidor.
O
Instituto Butantan solicitou em dezembro permissão para uso da CoronaVac em
pessoas de 3 a 17 anos. Por enquanto, a vacina da Pfizer é a única liberada
para menores de idade, podendo ser aplicada a partir de 5 anos.
Haverá
reuniões extraordinárias da Diretoria Colegiada da agência para avaliar os
temas.
O
Ministério da Saúde respondeu à Anvisa na semana passada com o pedido de
liberação dos exames caseiros. A proposta da pasta é que o produto seja
disponibilizado em redes de farmácias e em outros estabelecimentos de saúde.
O
autoteste é um exame rápido de antígeno que pode ser feito pela própria pessoa,
sem necessidade de ir à farmácia, laboratório ou hospital.
Uma
resolução da Anvisa de 2015 proíbe esses exames para doenças com notificação
obrigatória às autoridades de saúde, como é o caso da covid-19.
A
resolução da Anvisa pode ter exceções em caso de “políticas públicas e ações
estratégicas”. Essas medidas precisariam ser instituídas pelo Ministério da Saúde
e aprovadas pela Anvisa.
O
ministério defende a importância de expandir a testagem para a covid-19,
principalmente no atual cenário com a ômicron. Diz que o autoteste pode ser uma
“estratégia adicional” neste momento.
Se os
autotestes forem aprovados, ainda será necessário que as marcas dos exames
solicitem autorização à Anvisa antes que eles possam ser usados no país. “Cada
produto produzido por determinada marca que é colocado no mercado no Brasil
precisa passar por uma análise própria, não existe aprovação automática”,
afirmou a agência ao Poder360.
A Anvisa
afirma que com as diretrizes pré-estabelecidas, essa análise tende a ser
rápida. Mas não informou prazo para análise.
“O tempo
que esse produto leva para chegar ao mercado após a aprovação da Anvisa depende
de cada fabricante, pois há questões outras (logística de distribuição, redes
de revendas, etc) que cabem exclusivamente ao domínio do fabricante”, declarou.
A agência
e o instituto têm realizado reuniões sobre os dados desde o mês passado. Novas
informações foram apresentadas. E na última reunião, feita na 2ª feira
(17.jan), a Anvisa apresentou parte da sua análise sobre o material fornecidos
pelo Butantan.
A decisão
será tomada pela Diretoria Colegiada, por ser um pedido para uso emergencial. A
CoronaVac ainda não tem registro definitivo da Anvisa.
A
secretária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite, afirmou ao Poder360 que o
Ministério da Saúde pretende usar a CoronaVac em crianças caso o imunizante
seja aprovado pela Anvisa. Deu a declaração nesta 3ª feira (18.jan.2022). A
vacina poderia acelerar a imunização de crianças contra a covid-19.
O
ministro Queiroga comentou na 2ª feira que a CoronaVac já é aplicada em
crianças em países como o Chile e a China. Disse que a Anvisa “faz parte de um
rol de agências com mais exigência de segurança nas suas análises”. Declarou
que a avaliação da agência é mais qualificada e segue o nível da EMA (Agência
Europeia de Medicamentos) e do FDA (Food and Drug Administration) –que só
aprovaram a Pfizer para crianças.
“Sempre
nós queremos que tenha mais insumos disponíveis, mais vacinas, mais
medicamentos. Mas é preciso observar os aspectos regulatórios”, disse.
A Anvisa
liberou a aplicação da vacina da Pfizer na faixa etária de 5 a 11 anos em
dezembro. Por enquanto, esse é o único imunizante aprovado em menores de idade.
A imunização de crianças de 5 a 11 anos começou na 6ª feira passada
(14.jan.2022).
A vacina
para crianças da CoronaVac é a mesma usada em adultos. Já a Pfizer tem 2
imunizantes diferentes: uma para crianças de 5 a 11 anos e outra para pessoas a
partir de 12 anos.
A
inclusão da CoronaVac pode acelerar a vacinação infantil, já que ainda tem
doses do imunizante. As vacinas da Pfizer dependem de entregas internacionais
da farmacêutica.
O Brasil
tem 20,5 milhões de pessoas de 5 a 11 anos, segundo cálculo do IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística). Precisa de 41 milhões de doses para
vacinar com 2 aplicações todas as crianças dessa faixa etária.
Se
incluídas as crianças de 3 e 4 anos (5,9 milhões), o grupo cresce para 26,4
milhões. Dessa forma, são necessárias 52,7 milhões de doses para imunizar com
duas injeções todos os brasileiros de 3 a 11 anos.
Poder 360
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